Ela cansou de se narrar. Quem não compõe com o alheio baseia o olhar apenas no que interessa.
Parou de maravilhar-se com o que não era dela e ficou tanto tempo presa em si que se apaixonou pelo que já sabia. Isso é tão chato.
É preciso trabalho. É preciso que ela reencontre sua escrita. Precisa parar de se ler. Ler o entorno que também a narra.
É hora de mergulhar em outras histórias. Dar um desmergulho nela mesma.
Ela está de mudança. "Para tudo que não se diz" será agora "Para tudo que se pode ver."