Não é o tempo que passa sem levar a dor. Não é ter medo do que está por vir. Tampouco é saber que é para o alheio que vai o que foi só meu. O que dilacera é saber que nada adiantou. Ainda sou o mesmo nada a espera de ser. Ainda sou o luto, ainda sou o coma. Página em branco, oco. O que sangra é não conseguir ir embora. Não poder ir. O que dilacera é ser o próprio esquecimento, sem conseguir esquecer.