Bastou uma música. Olhos se encontraram. Sem culpa, sem medo todos os nossos corpos se encontraram.
Ela, menina, me ganhou num jogo. Depois vieram mais. Na água brincamos com a beleza da nossa revolução particular.
Eramos amantes desde sempre naquela única noite. Lindas todas diferentes. Ele tão nosso. E novamente a vontade venceu o cansaço e exaustos rompemos a madrugada. A noite que não queria acabar. Dia claro lá fora. O mundo do lado de lá não podia imaginar...
Feitos de terra, liberdade e amor. Cinco, como pés a se celebrar. Nós juntos diferentes uma só melodia. Sinfonia? Quem vem? Quem é? Não importa. Somos. E isso basta.
sábado, 30 de novembro de 2013
domingo, 20 de janeiro de 2013
Haunted love
Sem piedade, não pare! Continue jurando, continue jogando. Chore se for preciso, me faça acreditar. Segure as cordas, me faça enfiar o cano na boca. Me faça puxar o gatilho. Te ofereço o melhor disparo. Vamos, sem piedade! Essa é a prova mais linda de amor: fazer meus sonhos se espatifarem na parede atrás de mim.
Titereiros são quase deuses. Hoje me tornei ateu.
sábado, 5 de janeiro de 2013
O que dilacera
Não é o tempo que passa sem levar a dor. Não é ter medo do que está por vir. Tampouco é saber que é para o alheio que vai o que foi só meu. O que dilacera é saber que nada adiantou. Ainda sou o mesmo nada a espera de ser. Ainda sou o luto, ainda sou o coma. Página em branco, oco. O que sangra é não conseguir ir embora. Não poder ir. O que dilacera é ser o próprio esquecimento, sem conseguir esquecer.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
O que lembra
Dia de sol no domingo. Luz amena entrando na sala. Silêncio. Minhas cicatrizes, pintas e sinais do tempo. Instrumentos musicais. Programa de calouros. Noites de chuva. A gata aprontando. Minha irmã. A casa da B. Amarelo. Frango ensopado com batata. A hora de dormir. O ócio. Homem Aranha. O caminho de casa. Brinquedos. Frida. Van Gogh. Novela. Televisão ligada. Televisão enchendo o saco. Televisão desligada. Aquela música e aquela e aquela e aquela. Minha voz. Barulho de chave. Crianças. Filmes bobos. Louça na pia. Preguiça de cozinhar. Comida que não pula no prato. Primeiro dia de menstruação. Febre. A história das roupas. Praia. Dias de festa. Atraso de manhã. O que eu não preciso dizer. O que eu sei sem saber. Meus disparos. Meus lapsos no meio do assunto. Repetições. Cigarros demais. Briga com amigos. Cama vazia. Rua Aguiar. Dia de sol no domingo...
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