Ela me olha como quem quer pedir perdão por algo que ainda vai fazer. Se deita e procura minha mão. Eu quero. Ela aperta meus dedos e dói, mas ela não sabe. Não deixa que eu saia. Eu não quero sair. Ela deixa que eu faça o que ela quer e eu finjo que não sei aonde quer chegar. Está entregue e é tão bonito quando chora de prazer e de medo que eu vá embora. Não temos pressa, só urgência. Me interroga, investiga meus sentidos. Deixa fugir só para ir buscar. Entra. Fica. Prova. Mostra o sabor que tem. É bom, mas dopa e vicia. Eu sou mesmo dada aos vícios. Quero o excesso até que não sobre mais nada. Faço da tua carne língua. Faço o melhor. Vejo o desenho das formas que projeta arqueando a coluna. Quantas cores a pele dela ganha quando a luz brinca de se esconder no seu umbigo!